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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Talvez seja apenas ciumes

            O despertador pareceu tocar mais violento que nunca, ou talvez seja apenas mais uma das diferenças entre meu antigo quarto e esse, acordei pulando, acabei tropeçando  no meu sapato que eu havia deixado na beirada da cama, foi terrível pois acabei batendo a testa no modular que ficava próximo a cama, resultado? Uma dolorida marca roxa bem próxima ao inicio dos fios do meu cabelo, me levantei já pegando a toalha pendurada na cadeira, fui até o banheiro e tomei um banho quente deixando a água cair no local onde estava dolorido.  Fiz toda a minha higiene e meu pai já batia a porta.
-Filha, já está pronta! Olha o horário. – ele gritou batendo a porta.
-Já vou pai, tô trocando de roupa. – eu disse me vestindo.
            Eu sequei meu cabelo, arrumei minhas coisas e desci para tomar café. A Maressa já havia arrumado todo o meu café, eu dei bom dia pra ele, tomei o meu café correndo e subi para escovar os dentes e pegar a minha mochila. Desci correndo e meu pai já estava na ponta da escada começando a gritar.
-Letícia, minha filha, anda. – eu ri o respondendo.
-Calma pai! Já cheguei.
-Hoje você demorou em.
-Eu acabei me atrasando, tropecei e... – eu puxei o cabelo pra o mostrar – bati a cabeça.
-Entendi, mas tá tudo bem meu amor?
-Tá sim, vamos logo então. – ele apenas sorriu me puxando.
-Bom dia, Leti! – o Felipe sorriu.
-Bom dia. – eu disse já saindo pela porta.
-O que foi Leti?
-Nada, tô cansada. – eu sorri fraco sentando-me no banco de trás.
            Eu acabei cochilando até chegar a escola, quando chegou meu pai me cutucou e eu ri de como eu estava cansada. Eu me levantei, ajeitei meu cabelo pelo espelho, dei um beijo no meu pai, desci e quando estava subindo as escadas o Daniel tocou o meu braço dizendo.
-Ei tá indo pra sala?
-Sim, estou... Tu é da minha sala? – ri.
-Sou sim, não me viu ontem?
-Não. – ri.
-Sou imperceptível. – ele riu – Vamos logo então.
            Ele passou a minha frente indo pra sala e eu o segui rindo por saber que eu não percebera ninguém na minha sala a não ser os meninos. Ele sentou-se no canto um pouco perto dos meninos e pegou minha mochila colocando na sua frente.
-Vai se sentar aqui hoje! – riu.
-Nossa, sento! – ri e me sentei.
-Vai fazer o que hoje a noite, Leti?
-Ela vai sair comigo! – o Felipe falou dando um sorriso fraco.
-Não vou não, Felipe. – franzi o cenho e sorri – Pra onde tu vai, Daniel?
-Pra um barzinho com os meus amigos e as namoradas deles.
-Eu vou contigo, passa lá em casa? – o Felipe me olhou, mas logo desviou o olhar pra porta.
            A prima do Murillo entrava pela porta, acompanhada por ele e o Caio, ele sorriu pra ela e logo sentou-se ora olhando pra mim hora pra ele.
-Eu busco você, é claro. – ele sorriu e eu apenas assenti.
-Busca pra que?
-Nada.- eu me regrei a responder apenas isso pro Caio – Mas aqui, que horas?
-Lá pelas 20h, tá bom?- ele sorriu sentando-se de frente pra mim.
-Tá sim, mano.
-Onde vai Leti? – o Murillo perguntou em pé atrás de mim.
-Um lugar aí! – eu sorri forçado pra ele.
-Como é o nome do lugar?
-Um lugar, eu não sei o nome! – joguei a cabeça pra trás cansada.
-Felipe, tu vai? – o Murillo perguntou pra ele e ele apenas negou com a cabeça. – Ele vai sozinha?
-Não, eu vou com o Daniel, não tá vendo.
-Nossa, desculpa então. Não vai chamar a gente?
-Não, é coisa particular. – pisquei pro Daniel e comecei a rir.
-Você ouviu isso Felipe?- o Caio gritou fazendo com que eu o percebesse próximo.
-Ai gente, me deixa. Além do mais talvez a... – eu tentei recordar o nome da prima do Murillo, mas não conseguia.
-A Iasmin? – o Gustavo sugeriu.
-É, a Iasmin queira que você a levem em algum lugar. – eu sorri fraco voltando a focar meu olhar no Daniel.
-Não, eu vou sair com o Felipe. – ela disse sem graça e os meninos riram.
-Mais um motivo pra gente ir com você! – o Caio retrucou falando comigo.
-Acho que não, agora tu tá solteiro devia ir aproveitar com seus amigos!
-O que a gente tá indo fazer?
-Ata, desculpa. Perguntem então pro Daniel onde é. – eu me levantei saindo para beber água.
            Fui andando bem devagar e quando voltei o professor já estava na porta, entrei correndo e me sentei abrindo os materiais. A aula dele passou ligeira, o que me fez dar graças a Deus, por eu odiar física. A aula de Literatura se fez devagar e a aula de Sociologia também. Assim que terminou, eu virei pra trás para conversar com o Daniel, que puxou uma cadeira, sentando-se a minha frente, ele sorriu e perguntou.
-Quer que eu vá buscar lanche pra ti? – ele perguntou me vendo pegar o dinheiro.
-Não precisa, vou comprar pra ela! – o Felipe sorriu pegando o dinheiro da minha mão.
-Ele já foi, deixa, ignora. – eu ri.
-Não tem problema, coisa de irmão, tô ligado.
-Pois é, tô com sono velho.
-Pode se encostar em mim... Se quiser é claro! – ele arredou colando nossas cadeiras.
-Vou encostar mesmo, até porque estou com muito sono. – eu joguei meu corpo encostando-me nele que passou uma das mãos pela minha cintura pra não me deixar escorregar.
            Eu estava quase cochilando quando o Felipe e o Caio chegaram gritando.
-Que pouca vergonha é essa aqui, caralho?
-Onde você está vendo pouca vergonha? Eu só estou encostada nele pra dormir um pouco.
-E essa mão dele?
-Não tem intenção nenhuma, relaxa. É só pra ela não escorregar da cadeira.
-Af, cês são um saco, caralho. – eu me arrumei na cadeira pegando o lanche da mão deles.
            Eu comi sem pronunciar um “A” pra eles, assim que terminei o Daniel pegou o lixo da minha mão e o jogou fora. Eu fiquei conversando com ele e uma menina chegou até a porta chamando-o, era a irmã mais nova dele, então eu resolvi olhar meu celular e havia 25 mensagens no wpp, 10 delas eram da Rafa, 4 da Maria, 3 da Tatiana e 8 da minha mãe, eram mais o menos assim.
“Rafaela Pirigute: Vagaaaaaaaaaaabunda!
Tô com saudades...
Tá fazendo falta te ver todo dia!
A praia nem é a mesma sem você
As aulas então...
O Vilela perguntou sobre você hoje, deve estar com saudades dos seus beijos, kkkkk
Espero que tu esteja bem!
Dá notícias...
Apresenta seu irmão gatão
Aé, nas férias vou te visitar... Te amo!”
“Maria Negrinha: Oh sua vagaba...
Não liga pras amigas mais?
Estamos com saudades.
Vamos te visitar mês que vem nas férias, te amamos.”
“Tati Chapada: Tô com saudades!
Aula chata sem ti, notas ruins sem ti!
Vou de carona com as minas te visitar, quarteto montado de novo!”
“Mãezoca: Filhota, mamãe tá morrendo de saudades!!!
Comprei umas coisas lindas pra você!!
Já mandei, mas aqui a  noite a mamãe te liga, agora estou indo para aquela aula!! Haha
Como está indo aí?
Tá gostando?
Já tô morrendo de saudades da sua “frescura”, da sua preguiça, das suas bobeiras, da sua risada!!! xD
Mamãe te ama, lindona.
A noite a gente se fala direitinho, fiona!! s2.”
            Eu tava morrendo de saudades da minha mãe, a gente tava sempre junta lá no Rio, não nos largávamos pra nada, ainda bem que ela ligaria a noite, um anjo não tem nem três dias direito que estava lá e já havia comprado coisas pra mim e mandado. Eu resolvi responder ela e as meninas.
“oooooi, mãezoca, vou esperar ansiosamente pela noite!
tô com saudades também...
ahhhh, tá tudo bem!
meu pai está tentando me agradar de qualquer maneira.
a Silvia é um amor, mas nada se compara a ti.
o meu irmão é uma paixão, só que logo agora tá apaixonado por uma mina aí.
te amo muitão minha princesa, não esquece de ligar!”
“Sai fora Rafaputa!
te liguei ontem velho...
te A C O R D E I!
fui um anjo protetor, kkkkkk.
Vem mesmo, os dias parecem passar devagar pra caramba sem vocês!
tô esperando ansiosa, tchau vadias, tô na aula.”
“Preta vagabunda do caralho você!
eu sei que faço falta, pois sou a base de toda a pirâmide, kkkkkkkk
tô sentido tua falta também!!!
Vem mesmo conhecer esses caras super gatos de POA! Te amo.”
“Tô com saudades, veeeeeeeeeem logo
e vê se estuda, te amo.”
Assim que terminei guardei o celular e o Felipe, sentou-se ao meu lado perguntando.
-Quem é que tu tava respondendo, guria? – sorriu.
-Minha mãe, a Rafa, a Maria e a Tati. – eu sorri pra ele também.
-Eu tava querendo conversar com você!
-Pode falar! – eu me virei pra ele.
-Não me interrompe então ok? – eu assenti – Olha, a gente sabe que isso tudo é ciúmes da Ias. – eu ri da intimidade dele – Mas, olha não fica assim, não comigo, por favor! Vai, tu é minha irmã, não quero minha irmã com birra comigo. A gente tá vivendo junto a só 2 dias, mas a gente tem ligação de sangue, velho e por mais que seja estranho eu te amo.
-Ai que menino bonitinho gente. – eu sorri pra ele – Relaxa, não tô de birra contigo!
-Então porque nem falou comigo hoje, ficou só conversando com o Daniel?
-É que ontem ele foi super legal comigo, tô só retribuindo a gentileza.
-Ahh, ontem.
-Sim, ontem...Quando vocês me deixaram sozinha, me esqueceram sentada no sofá e ele foi lá puxar assunto.
-Desculpa! – ele pediu piedoso.
-Não precisa, só uma coisa, tu tá parecendo um bobão, tá caídinho pela mina, eu sei, mas é pra continuar homem! – eu ri e ele beijou-me ao rosto.
-Ata, tá parecendo mesmo?
-Sim, muito!
-Vou diminuir! – ele riu – Mas já que não tá de birra comigo, e com o Caio tá?
-Por que com o Caio?
-Nada não, é que tu ajudou ele né, aí ele te considera pra caralho agora e tu nem falou com ele.
-Entendi, pede desculpa por mim, depois falo com ele.
-E o gays também gostam de ti, não fica assim com eles. – eu apenas assenti rindo.
-E a tua queda, também quer que eu me relacione com ela? – ele riu balançando a cabeça negativamente.
-Não é minha queda, ela é legal, depois tenta conversar com ela. – eu assenti e ele saiu andando pra se sentar com os meninos.
            Eu estava distraída, mas de longe escutei ele falando algo com o Caio que parece nem ter pensado duas vezes e veio sentar-se na cadeira ao meu lado.
-Bom dia! – eu disse no impulso ao o sentir encostar uma das mãos em mim.
-Bom dia, Leti! – ele riu afastando a mão.
-Tá tudo bem?
-Tá sim. – ele sorriu.
-Que ótimo.
-Vai sair com o Daniel mesmo hoje?
-Vou, eu já aceitei ué, além do mais vocês também vão.
-Vocês virgula, você, porque os meninos marcaram de sair com a Alícia e a Fabiana.
-E tu não marcou de sair com ninguém?
-A Carla me chamou pra ir com eles, mas nem quero.
-Por que não foi com ele?
-Não estou nem um pouco afim de programa de casal.
- Ahhh, entendi.
-O de vocês não é de casal né?
-Não, não, relaxa. – eu respondi apressada.
-Então tá bom. – riu.
            Eu apenas sorri pra ele e professor chegou, ele se levantou indo em direção ao seu lugar e logo depois o Daniel chegou sorrindo e puxou a cadeira dele pra que ele sentasse. O professor apenas passou alguns exercícios e deixou o resto da aula para que nós resolvêssemos. Eu comecei a os fazer e o Daniel perguntou.
-Sabe fazer isso? – entortou os lábios.
-Sei sim, puxa a cadeira que eu te explico.
            Ele puxou a cadeira, colocou o caderno em cima da minha mesa e eu fui fazendo e explicando pra ele. Assim que a gente terminou, ficamos conversando até a próxima aula começar, que foi estilo uma aula livre, porque o professor havia faltado, ela se fez rápida e nós juntamos os materiais e descemos para quadra para à aula de educação física.  Eu deixei minha bolsa no meu armário e me troquei vestindo o uniforme. Eu sai sentando-me na arquibancada e as meninas logo tiraram um time para jogarmos hand, meu time acabou ganhado de 7 a 4, tentei ajudar mas não estava entrosada com a meninas, consegui fazer 2 gols, o que para um primeiro dia já estava ótimo. A aula terminou e eu fui até o vestiário tomar o meu banho e me trocar para esperar o meu pai. O fiz e quando saí o Felipe e o Caio já estavam me esperando na porta, ou só o Caio, até porque o Felipe podia estar esperando a Iasmin, mas enfim ele estava me esperando, pois como diz ele “oh pai” já havia ligado para ele dizendo que estava nos esperando na porta da escola, nós saímos e ele estava com o carro parado debaixo de uma árvore enorme, conversando ao telefone, eu entrei na frente e o Felipe foi atrás com o Caio, o mesmo iria passar a tarde lá em casa, jogando e conversando com o meu irmão, quando entramos meu pai desligou o telefone, dando-me um beijo no rosto e ligou o carro. Quando paramos no sinal, eu lembrei-me de avisa-lo que sairia a noite com o Daniel.
-Ei pai, vou sair hoje a noite, algum problema?
-Não desde que eu saiba com quem vai sair. – ele falou ainda olhando para o sinal.
-Com o Daniel, é um amigo da escola.
-E seu irmão vai?
-Não ele vai sair com a Iasmin!
-E nem me conta meu garoto. – ele olhou pra ele através do espelho e sorriu – Não me parece confiável isso de você sair com esse tal menino aí.
-Pai, mas o Caio vai comigo! – o Caio olhou pra mim confuso por estar distraído e não saber do que se trata a conversa.
-Vai mesmo Caio?
-Onde? – ele perguntou sem entender nada.
-Tu não disse que ia com ela no tal lugar onde o Daniel falou? – o Felipe o explicou.
-Ah, eu vou sim! – ele riu.
-Então tu pode ir, porque o Caio é confiável.
-Nossa, senti que em mim não se pode confiar.
-Não é em você, Letícia. É nesse tal de Daniel aí! – ele explicou.
-Tá, mas eu posso né?
-Pode sim!
-Eu mereço um brigado! – o Caio riu.
-Obrigada, mas tu tava me devendo. – eu sorri.
            Eles foram conversando o resto do caminho sobre o jogo de domingo e de como eu merecia uma camisa novinha com o meu nome, sim, eu amei isso.  Quando chegamos em casa a Silvia estava lá toda preocupada, eu subi,  troquei de roupa e voltei sentando ao seu lado .
-Tá tudo bem Silvia?
-Ai, é que hoje a noite é a inauguração da minha nova loja e eu estava super preocupada.
-Deu pra perceber, mas fica calma, vai dar tudo certinho.
-Deus te ouça, Letícia!
-Tu fez tudo direitinho, vai dar tudo certo sim.
-Você vai comigo? Por favor.
-Eu vou, mas eu combinei de sair, então fico até as 20h.
-Tá ótimo, até aí já passou o nervosismo.
-Eu vou contigo então. – sorri.
-Brigada meu anjo. – sorriu – Vá almoçar agora.
-Vou sim! – eu me levantei.
-Só que antes, chama os príncipes pra mim. – ela se levantou dando-me um beijo no rosto.
-Chamo sim. – eu subi as escadas.
            Os meninos estavam jogados no chão vidrados a TV, eu entrei gritando.
-Ei prins, vamos almoçar? – eu sentei no colo do Felipe o atrapalhando.
-Não Leti, o Caio vai ganhar desse jeito.
-Não seja por isso! – eu me levantei sentando no colo do Caio que colocou a manete no chão e encostou a cabeça em mim.
-Pronto Felipe, agora você ganhou, vamos comer veadão.
-Tu largou o controle retardado?
-Larguei, tua irmã é muito pesada! – ele mordiscou o meu braço e eu levantei.
-Para, sou levinha. Mas vamos levantar, antes que a Silvia e o meu pai subam e nos levem pelos cabelos. – eu ri e fui saindo do quarto acompanhada por eles.

            Nós descemos, colocamos as nossas comidas e sentamos a mesa. Acabamos demorando um bom tempo sentados ali, pois comemos devagar devido as gracinhas do Caio e do Felipe, as quais eu só observava.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Menina nova, paixão a prova


O Felipe estava totalmente apavorado, eu só sabia rir dele, ficamos assistindo TV, o irmão do Caio passaria lá em casa 14h30min, então as 14h eu subi pra me arrumar levaria 30min certinhos pra me arrumar, tomei meu banho e fiz minha higiene.  Saí do banheiro com as minhas roupas intimas, pranchei o cabelo, passei só um pouco de maquiagem, com pó, blush e rímel e vesti-me. Eu terminei joguei perfume e quando estava retocando meu blush o Felipe bateu na porta.
-O irmão do Caio já está aí em baixo, vamos?
-Vamos.
-Já tá pronta?
-Tô sim! – ri.
-Não tô acostumado com mulher arrumando tão rápido assim.
-Nós só vamos ao cinema né Felipe, por isso. Agora vamos!- ri.
            Ele concordou e descemos, ao abrirmos o portão o Caio estava encostado no carro e abriu a porta de trás pra gente, nós entramos e ele apresentou o irmão dele pra mim.
-Oh Letícia, esse é o Cícero meu irmão. Essa é a Letícia meia irmã do veado.
-Ei, prazer. – se virou pra trás sorrindo e eu retribui.
-Oi.
            Eles foram conversando durante o caminho todo e eu aproveitei pra tweetar.
@letisenna_ coé, fiquei sem me comunicar, mas tô bem... rsrs, ninguém te perguntou Letícia.
@letisenna_ estou indo ao cinema com o meu irmão e os amigos dele, haha.
            Assim que terminei de tweetar meu celular vibrou e era uma menção da Rafaela.
@rafajardim @letisenna_ não esquece de tirar foto com o seu irmão gatão e tô morrendo de saudades puta.
@letisenna_ @rafajardim nossa, quanta consideração, kkkkk, tô com saudades também, beijo.
@letisenna_ saindo aqui, beijão.
            Eu bloqueie o celular e fiquei vagando meu olhar pelo carro por enquanto que eles conversavam. Quando finalmente chegamos ao shopping, os meninos já estavam lá com os ingressos na mão, entregou um pra cada e o Gustavo disse.
-Anda, vamos comprar pipoca agora e mais coisas, antes que dê a hora e a fila fique daquele jeito boiolas. – riu.
-E princesa, porque a minha irmã é uma o viadão. – ri da colocação do Felipe.
-Ai que fofura! – dei um beijo no rosto dele.
-Parem com isso e vamos lá comprar. – o Murillo disse e riu.
-Vamos!
-Aé, nem contei que minha prima tá vindo morar lá em casa, vai estudar lá na escola, chega hoje a noite.
-Tá vindo por que?
-Meu tio, tá achando melhor ela estudar na capital.
-Entendi.
-Como é o nome dela Murillo?
-É Iasmin e sai fora Gustavo! – riu.
-Ela vai na aula amanhã?
-Deve ir e sai fora veado! – riu.
-Tá, mas ela é gata? – o Caio perguntou descontraído e riu logo depois.
-Demais, se não fosse minha prima... – riu.
-Tá na nossa vez, o que vocês vão querer? – eu perguntei interrompendo.
-Pode pedir aí.
-Tá. – eu sorri.
            Comprei pipoca, refrigerante, chocolate e os meninos não me deixaram pagar. Nós fomos pra fila e quando conseguimos sentar ficamos em fileirinha. Assistimos todo o filme e assim que acabou sentamos no banco e o Gustavo deu uma ideia.
-Oh Murillo, já que tua prima vai chegar, porque não fazemos uma festinha pra ela?
-Pode ser.
-Pode ser lá em casa, mas nada extravagante. – o Felipe afirmou.
-Pode ser então, a gente compra umas pizzas, mais alguns lanches, bebida e pronto.
-Fechou.
-Que horas que tua prima chega?
-Chega as 18h30min.
-Então a gente dá um tempo pra ela conversar com a tua família e tomar um banho. Fechado 19h30min?
-Fechadasso.
-Tá calada por que Lele?
-Nada não gente, relaxa.
-Tadinha da Leti, gente. – o Caio me abraçou.
-Tadinha por que mané? – o Gustavo perguntou.
-A gente nem fez nada pra ela também! – olhei assustada pra ele.
-Tá com ciuminho? – o Felipe riu.
-Tô não gente. – olhei pra eles.
-Mas a festa é sua também Lele, esses meninos não mandam em nada não é tu que manda. – o Caio riu e me deu um beijo no rosto.
-Ou larga minha irmã aí, mané.
-E se eu não quiser bostão? – o Caio e o Felipe riram.
-Tu é um viadinho, pode.
-Oi gente, eu tô aqui.
-Desculpa princesa. – os dois falaram juntos, riram e o Felipe me abraçou também.
-Tá, agora vamos pra casa, resolver isso então.
-Vamos, Leti.
-Aqui, aquela minha roupa que eu te emprestei ainda tá na tua casa Felipe?- o Caio perguntou.
-Tá sim, mané.
-Vou pra casa então não, vou arrumar lá na tua casa.
-Falô, viado.
-Então nem precisa ligar pro teu irmão né Caio, pegamos um taxi mesmo, melhor.
-Tu que manda.
-Então vamos. – dei um beijo no rosto do Murillo e do Gustavo e puxei o Caio e o Fê pra irmos pra casa.
            Encontramos um taxi facinho, fomos até lá em casa e quando chegamos eles foram pro quarto do Felipe e eu fui pro meu. Tranquei a porta e fui tomar um banho, tomei-o, fiz minha higiene, passei uma maquiagem fraquinha e vesti-me. Passei perfume, retoquei a maquiagem, arrumei o cabelo novamente e já ia descendo quando os meninos me chamaram.
-Fala.
-Tá linda.
-Brigada.
-Nada.
-Nós já pedimos tudo, a área lá embaixo tá arrumada.
-Beleza, se chegar eu vou recebendo.
-Tá.
-Aqui, vou me arrumar e o Caio fica lá contigo.
-Beleza, vamos então.
            Nós descemos e sentamos lá na sala. Não pronunciamos nenhum “A”, até o interfone tocar era o Gu, o Mu e a prima dele. Eles entraram, cumprimentaram o Caio e disseram.
-Essa daqui é a Iasmin.
-Ei! – o Caio cumprimentou-a simpático.
-Oi, prazer!- ela sorriu e ele gesticulou por cima dos ombros dela.
-Nossa, que prima Murillo.
            Eu ignorei os meninos e voltei a me sentar. Eles ficaram conversando com ela, eu resolvi observa-la e como se não fosse obvio o fiz. Ela estava muito bem vestida, mas por algum motivo, ciúmes talvez não pronunciei nada a ela. Passado um tempo o Felipe, desceu as escadas e quando chegou perto da gente ficou paralisado olhando pra menina, eu não aguentei comecei a rir e todos os olhares se voltaram pra mim, eu parei de rir abaixando a cabeça e me encostei ao sofá.
-Ei, prazer! Felipe.
-Iasmin, prazer. – sorriu e ele beijou-a o rosto.
-Vou sentar do teu lado tá Letícia.
-Oi?
-Vou sentar aqui.
-Ata, senta aí Gustavo.
            Nem dei muita ideia me concentrei no meu celular e minutos depois milhões de pessoas ocupavam a casa, estavam todos do lado de fora e eu fiquei dentro vendo do TV, não tava nem um pouco afim de ficar lá fora. Liguei pra Rafa conversei com ela e logo depois chegaram um grupinho de meninos sentando no sofá.
-Eaí.
-Oi?
-Tu que é a Letícia né?
-Sou eu mesmo e você quem é?
-Ata. – voltei a prestar atenção na TV.
-Não vai sair?
-Não tô afim.
-Vamos lá comigo, se não gostar tu volta. Só pra gente conversar.
-Já estamos conversando.
-Nossa.
-Desculpa.
-Sem problemas. Tá todo mundo lá fora, vamos?
-Se eu não quiser ficar lá fora e voltar tu vai parar de encher meu saco?
-Desculpa então, mas juro que paro. – ele disse se levantando e estendendo a mão pra mim.
-Tudo bem. – segurei na mão dele e fui lá pra fora.
            Nós ficamos no outro canto longe dos meninos, conversamos e ele até que era legal, me arrependi de ter tratado ele daquele jeito.
-Desculpa aquela hora, é que não tava afim mesmo de vir aqui.
-Eu percebi, por isso nem levei tanto em conta.
-Entendi. – sorri e vi de longe o Felipe babando na menina, ri baixinho e continuei a conversar.
            O tempo foi passando e o povo foi indo embora, o Daniel ficou até tarde conversando comigo, levei ele até a porta e acabei sentando na escada pra continuar a conversa com ele. Assim que ele foi embora, entrei e os meninos estavam na sala e logo perguntaram.
-Onde estava?
-Aqui?
-Não te vi.
-Porque não fazia questão.
-Tá assim por quê?
-Tô com sono.
-Letícia!
-Felipe!
-Por quê?
-Sono, beijo.
            Não respondi a nenhuma outra pergunta, subi e ao entrar no meu quarto troquei de roupa e acabei dormindo em quanto estava lendo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

É mesmo sério isso...


O Gustavo era bem engraçado, não conseguia não rir dele, o Mu é um fofão, não tem como não gostar dele, o Felipe é meu meio irmão, daria um ótimo amigo, quem sabe... O Caio continua sem pronunciar muitas palavras, então não tirarei conclusões precipitadas sobre ele. Finalmente a aula de artes acabara, saímos e fomos pro pátio, eu me sentei em um banco com o Murillo e o Caio, por enquanto que o Felipe e o Gustavo compravam lanche para gente. O tempo esfriara ainda mais e não havia sol, apenas vento, ao bater em meus cabelos eu senti-me arrepiar e o Caio disse.
-O Letícia, tá sentindo muito frio?                                                                                  
-Estou sim, bem que o Felipe falou que eu sentiria!- ele deu sua primeira risada.
-Calma, vou ali no vestiário buscar minha blusa pra você!
-Não, nem precisa Caio!
-Nem esquenta Letícia, pode aceitar!
-Não, é sério!
-Já volto.- ele disse se levantando e ignorando o meu não.
            Eu vi os meninos vindo com o lanche de longe e encostei a cabeça no ombro do Murillo, fazendo-o relaxar os ombros pra que eu ficasse mais acomodada. Eles entregaram o lanche pra mim e pro Murillo, eu tirei a cabeça de seu ombro e os meninos disseram.
-Cadê o Caio?- olhou pros lados.
-Foi ali.- eu respondi.
-O que eu vou fazer com o lanche dele? Tô com fome.
-Me dá que eu seguro, pode comer o seu. – peguei o lanche dele da mão do Felipe.
            O Caio chegou, se sentou ao meu lado de novo e eu entreguei o lanche pra ele, que pegou meu lanche da minha mão e disse.
-Eu seguro pra tu colocar, toma a blusa. – deu-me  a blusa.
-Brigada. – vesti-a.
            Ele apenas assentiu e me entregou o lanche de volta, eu comi o salgado, bebi um pouco do suco e fui até o banheiro escovar os dentes e lavar a mão. Voltei para o banco andando devagar, de longe avistei uma menina, de cabelos longos, luzes na ponta deles, olhos claros e uma pele morena no ponto certo, logo deduzi ser a namorada do Caio, continuei caminhando devagar e ao chegar lá, sentei no meio deles de novo e ela ficou me olhando.
-E essa menina quem é, Caio? E por que ela tá com a sua blusa?- ela disse.
-Essa é a Letícia, não é da sua conta o porque de ela estar com a minha blusa e Letícia essa é a Mirela, como já deu pra perceber e desculpa pelo chilique.
-Sem problema, toma aqui a blusa.- tirei-a.
-Não Letícia, não cede aos desejos dela não. – eu o estendi a blusa e ele empurrou-a de volta pra mim.
-Não, pode pegar Caio, relaxa, o frio já passou. – eu disse me encostando no Felipe e ele me abraçou dizendo.
-Depois eu busco minha blusa pra você Leti.
-Letícia, pelo amor de Deus, ignora ela.
-Não Caio, sério. Não quero problemas pra você.
-Não vai ter Letícia, não sei porque a Mirela tá fazendo esse escândalo por causa da blusa.
-Me dá a blusa, eu tô com frio. – fez bico e tirou a blusa da mão dele.
-Eu por acaso disse que ia te emprestar Mirela.- ele olhou pra ela pegando a blusa de volta.
-Claro que vai Caio.
-Não Mirela, some daqui logo. Melhor, some da minha vida logo.- ele ficou estressado com ela e se levantou indo em direção a um canto da escola.
            Ela apenas resmungou algumas palavras e voltou para um grupo de amigas dela que estavam em uma das mesas da lanchonete. Me deu dó do Caio, ele se estressou e metade da culpa é minha, então eu disse me levantando.
-Gente, vocês sabem pra onde o caio foi?
-Ele foi pra uma mesinha que tem no fundo da escola, ele sempre vai pra lá quando tá estressado ou mal.
-Tá, vou ir ver como ele tá.
-Você que sabe! – o Felipe disse.
            Não o respondi, andei até o fundo da escola e lá estava ela com a cabeça abaixada, sentado a mesa, se lamentando de algo. Eu me sentei ao seu lado, passando a mão em seu cabelo e disse.
-Desculpa, de verdade. – ele virou o rosto pra olhar pra mim.
-Não é tua culpa Letícia, relaxa. – eu continuei mexendo em seu cabelo e ele forçou um sorriso.
-Se tu não tivesse me emprestado a blusa, ela não teria dado showzinho.- ele deu um sorriso sarcástico.
-Não guria, relaxa.- ele levantou a cabeça.
-Ainda acho que foi culpa minha.
-Escuta, Letícia. – segurou meu o meu queixo com a ponta dos dedos. – A culpa não foi tua, ela é doida, tô cansado dela. Ela insiste, eu não a quero mais, Letícia. – suspirou encostando a cabeça em mim.
-A gente nem se conhece direito ainda Caio, mas se tu tá tão mal assim, tenha pulso forte e termina com ela.
-Eu tento Letícia, mas ela todo dia tem uma desculpa nova. Agora tá falando que tá com problemas de cabeça, só falta ela engravidar de mim pra me segurar.
-Mas... Caio, fala de uma vez com ela. Diz que não dá mais, termina. – ele tirou a mão que ainda estava no meu queixo. – Na boa, tu tá se fazendo mal continuando com ela. Meu irmão disse que tu é a melhor pessoa que existe, que desde quando você tá tentando terminar com ela que está assim, todo muado.
-Pior que estou mesmo, eu não aguento mais olhar pra ela, viver nisso de ter que aguenta-la, eu não quero beija-la, eu não quero toca-la, Letícia.
-Então termina, Caio.- falei num tom mais firme.
-Eu vou Letícia e agora.- ele se levantou e nem deixou que eu falasse nada.
            Eu apenas o acompanhei de longe e resolvi não segui-lo, olhei no relógio e já estava quase na hora de voltar pra sala, então comecei a andar em direção a ela. Eu comecei a subir as escadas e avistei de longe a discussão entre o Caio e a Mirela, em um momento a escola toda calou-se e eu ouvi um único grito.
-Mirela, não insiste, porra. – colocou a mão na cabeça – Eu tô terminando contigo e pronto.
            A escola toda olhou pra eles e eu não fiz diferente, todos os olhos curiosos giravam em torno deles, ela disse algo e ele apenas negou a ela de novo e gritou de novo.
-Acabou, tá tudo acabado, pronto. – ele se virou e começou a andar.
            Ela encostou-se a ele, que se soltou e voltou a dirigir-se a sala, eu voltei a andar, mas agora um pouco mais rápido que antes e logo cheguei a porta. Eu pareci me jogar a cadeira, parecia cansada demais. Mas quanta falta de preparo físico Letícia, eu brigava comigo mesma quando o Caio se sentou na cadeira do Felipe e respirando fundo disse.
-Ufa, não aguentava mais.
            Eu não percebi que a fala de era comigo, continuei brigando comigo mentalmente até ele me cutacar.
-Oi? – eu disse confusa.
-Brigado.
-Por?
-Me dá coragem.
-Eu não te dei ela já estava aí. – ri.
-Eu não tava aguentando mais.
-Deu pra perceber. – sorri.
-Mas toma aqui a blusa, sei que tu tá mesmo sentindo frio. – colocou-a no meu colo.
-Brigada. – eu sorri vestindo-a, já que afinal de contas estava mesmo sentindo frio.
            Ele se encostou a parede, não pronunciando mais nada até o Gustavo chegar gritando.
-Até que enfim porra, ninguém mais tava aguentando tu todo amuado por causa daquela mina chata. – os três pularam em cima dele.
-Saiam de cima veados! – ele disse rindo.
-Mas essa minha irmã é um exemplo de força gente, em um dia conseguiu fazer Caio bostão executar o que estava tentando a meses. – me deu um beijo na testa.
-Ih gente, menos vocês. – eu disse concentrada nos olhos claros do meu irmão.
            Triste, eu também quero ter olho claro. Os meninos sentaram-se em seus lugares de menos o Felipe, pois o Caio estava no dele e ficamos conversando até o professor chegar. Quando ele chegou nos calamos e assistimos ao resto das aulas em silêncio. Ao terminar o sexto horário o Felipe disse.
-Oh veados vocês vão jogar play lá em casa hoje mesmo?
-A gente tava querendo ir ver aquele filme, melhor né não?
-É sim, que horas que nós vamos?
-As 15h feioso.
-Você vai né Letícia? – o Murillo perguntou.
-Não sei, vocês me chamaram?
-Estamos chamando agora!- o Gustavo retrucou.
-Se o Fe for eu vou.
-O Felipe vai!- o Gustavo disse mais uma vez.
-Então eu vou com ele.
-Tá, mas a gente tem que pedir o pai pra levar a gente, minha mãe vai trablhar a tarde.
-Conhece taxi não Felipe?
-Conheço.
-Então.
-Mas não precisa, meu irmão que vai me deixar lá, ele passa lá e pega vocês. – o Caio pronunciou-se simpático.
-Aí tu passa lá então, gay.
-Pode deixar.
            Eu parei de prestar atenção na conversa dos meninos para olhar o sms que chegara em meu celular.
“Filha, já estou esperando na porta.”
            Nem o respondi, apenas disse ao Felipe, que agora estava encostado na pilastra atrás de mim.
-O pai chegou Fe, vamos?
-Vamos, tchau gays.
-Tchau meninos. – sorri.
-Oh viado, não dá pra me dar aquela carona agora não? – o Murillo disse olhando pro Felipe.
-Vamos então, é caminho de casa mesmo.
            O Murillo foi  até o carro com a gente, entrou na parte de trás junto com o Felipe e eu fui na frente com o meu pai. Nós passamos na casa do Murillo que agradeceu e logo saiu e depois fomos pra nossa casa. Eu subi correndo as escadas, joguei a mochila na cadeira e quando estava saindo do quarto a Silvia disse.
-Letícia, troca de roupa e desce pra gente almoçar tá?
-Já estou descendo, Silvia.
            Eu voltei para meu quarto, troquei de roupa e ao ir guarda-la percebi que a blusa do Caio ainda estava comigo, então a guardei dentro do guarda-roupa pra que quando ele viesse jogar com o Felipe eu o entregasse, já que certamente não lembraria de levar pra escola. Prendi a minha franja e logo desci a escadas em direção a mesa de jantar. Coloquei minha comida, comi tudo, tomei um pouco de suco e levei meu prato até a cozinha, eu já estava indo para tv quando o meu pai disse.
-Lele, coloca sobremesa pra você.
            Voltei devagar até a cozinha, colocando um pedaço da torta alemã pra mim, sentei no sofá perto do Felipe e meu pai e a Silvia logo passaram dizendo.
-Já estamos indo pro trabalho, juízo em.
-O pai, eu e o Felipe vamos ao cinema com os meninos hoje.
-Tá ok filha, vocês tão com o dinheiro? E o cartão.
-Eu tô com os dois.
-E eu não tenho cartão, paizão.
-Fala isso pra tua mãe, Felipe. Ela que não quer deixar um cartão na sua mão, o teu tá guardado comigo, ela que tá te privando.
-Para, mãezinha. Eu mereço vai. – levantou-se correndo e a abraçou dando um beijo em seu rosto.
-Entre isso logo pra ele Marcos. Tu tá me babando, Felipe. – disse o empurrando.
            Meu pai apenas riu, assentindo e entregando o cartão ao Felipe, que sentou-se ao meu lado felizinho com o novo brinquedo.