sábado, 17 de agosto de 2013

Quinto Capitulo- A festa...

Subi as escadas e fui fazer os meu deveres antes de me arrumar. Fiz todos, estudei e resolvi fazer minhas unhas. Assim que terminei esperei-as secar, lavei meus cabelos e coloquei um creme de hidratação. Quando passaram os 30min de creme no cabelo fui tomar meu banho, fiz minha higiene pessoal, vesti minhas roupas intimas, fiz minha maquiagem e vesti-me. Desci e pelo jeito minha mãe havia saído. Aproveitei que os meninos não tinham chegado ainda pra postar uma foto no instagram.
@kamiguimaraes PARTY ROCKKKKKKK! VAMO QUE VAMO!
Sentei no sofá e logo, logo o Gust chegou. Saí de casa, fechei a porta e quando ia abrindo a porta do carro a Sophia gritou.
“Vai chamar o Leonardo gatão!”-olhei-a.
“Vá você, af.”
“Tu já tá do lado de fora do carro, anda vai!”
“Preguiça mode on, que cu!”
            Saí reclamando e toquei a campainha da casa do Léo. A tia que atendeu, fui educada e disse primeiro.
“Ei tia, boa noite. O Léo já tá pronto? Estão esperando a gente já!”
“Tá sim meu amor. Vou abrir o portão, entra aí pra ele andar rápido!”
“Ok tia!”
            Entrei e fiquei na porta, ela chegou até mim e disse.
“Está muito linda, anjo!”
“Brigada tia, é você!”
“Nada. Leonardo, anda a Kamila já está te esperando aqui!”
“Já estou indo, mãe. Viu meu celular?”
“Tá aqui na mesinha!”
            Ele desceu, olhou-me dos pés a cabeça o que eu fingi não ter acontecido, pegou o celular, despediu-se da tia e me cumprimentou.
“Oi Ka!”
“Oi Leonardo, vamos.”
“Vamos!”
“Tchau tia, entrego ele aqui mais tarde!”- beijei-a no rosto.
            Descemos e entramos no carro. A Sophia estava no meio então sentei de um lado e ele do outro. O trânsito estava horrível, pegamos um engarrafamento, então ficamos ouvindo música e cantando alto, até que o Gust disse.
“Ô Ka, tu nem me cumprimentou!”- fez bico.
“Ai meu Deus, que menino dengoso!”-ri.-“Oi Gust meu amor!”- sorri.
“Assim não vale, cadê meu beijinho?”
“O Felippa, mereço esse teu irmão?”- ri.
“Anda Ka, antes que ele comece a chatice.”
“Tá!”- fiz cara de vencida e olhei pra Sophia e pro Leonardo que estavam no maior papo.
            Abri o sinto e me levantei pra dar-lhe um beijo no rosto.  Ele virou o rosto e ainda começou a rir, apenas fiquei indignada com ele.
“Gustavo!”- sentei e coloquei o cinto de novo com cara de emburra.
“Foi sem querer Ka!”- riu.
“Tudo bem!”- continuei emburrada.
            Finalmente o carro começou a se movimentar e quando estávamos quase chegando o Leonardo disse.
“Que cara é essa Ka?”
“Nada que seja da sua conta, continue conversando aí!”
“Ok então o mal educada, sou teu AMIGO, só queria ajudar!”
“Estou super bem, não preciso da ajuda do AMIGO, pode continuar a ajudar a Sophia!”
“Ihhhhh, começou cedo em Kamila!”
“Cala a merda da boca Sophia e me deixa quieta!”
            Eles nem abriram mais a boca, chegamos e eu fui a primeira a descer do carro, depois a Felippa saiu com o Leonardo e Sophia e o Gust por ultimo.
“Ei Ka, me espera, não conheço ninguém e a Felippa mandou eu sumir de perto dela!”- riu.
“Mandei mesmo, ninguém merece irmão no pé!”
“Ok, vamos logo Gust!”
“Já tô indo!”- colocou-se ao meu lado, começamos a andar e o Léo gritou.
“Ka, não vai ficar com a gente não?”
“Podem ir, vou ver se encontro o Lucca e apresento uma amiga pro Gustavo se divertir!”- ri.
“Vai ficar com ele?”
“Sei lá, que pergunta indiscreta, vou conversar com ele!”
“Hmmmm, vamos então Sophia!”- passou a mão pela cintura dela.
“Como tu gosta Gust?”
“Estilo você!”- sorriu.
“Menos Gustavo!”
“Ou você tanto faz!”
“Gustavo, eu disse menos. Vamos entrar logo então.”
“Vamos!”- me puxou pela mão e saiu andando.
            Entramos, o som tava bem alto, a casa estava cheia, mas apesar disso consegui avistar o Lucca sentado em uns sofás que estavam bem no fundo da enorme sala. Então me apoiei nos ombros do Gustavo e disse em seu ouvido para que ele conseguisse me ouvir.
“Já consegui ver onde meu amigo tá, me dá a mão pra eu te puxar!”
            Ele apenas concordou com a cabeça e saímos andando até o Lucca, que estava sentado com mais dois amigos. Cheguei perto, ele sorriu e olho pro Gustavo. Ele levantou pra me cumprimentar e disse.
“Ei Ka, tá linda demais!”
“Brigada, idem pra ti!”- sorri.- “Esse é o Gustavo irmão da Felippa, me fala alguém pra eu apresentar pra ele!”
“Eaí, prazer Lucca!”- cumprimentou-o e o Gustavo me beslicou.
            Olhei pra ele com cara de “o que foi, porra?” e ele falou baixinho pra que só eu pudesse ouvir.
“Existe duas de você? Acho que não né?”
“Ahhh, deixa que ele escolhe Ka!”
“Ok, então.”
“Vem cá, senta aqui do meu lado!”- olhou pro Gustavo- “Senta aí mano!”
             O Gustavo sentou-se e nós ficamos conversando. A Felippa chegou e puxou o Diogo, o amigo do Lucca saiu e ficamos só nós três.
“Gust, olha aquela menina te dando a maior bola!”
“É, vou lá então!”- levantou e foi até menina.
“Nunca pensei que o irmão da Felippa fosse tão quieto!”
“Mas ele não é, não sei o que deu nele!”- ri.
“Agora estamos a sós!”
“É, acho que sim!”-olhei-o.
“Mas olha Sophia, um bom lugar pra gente se sentar.”- o Leonardo se sentou perto da gente.
“Leonardo!”
“O que foi Kamila? Proibido sentar aqui?”
“Não, não é! Lucca se importa de ir buscar algo pra eu beber?”
“Não, vou lá, espera aí!”
“Já volto Léo, a Felippa tá me chamando.”- saiu andando.
“Quando o Lucca chegar, diz que estou lá na área da piscina!”
“Não!”
“Sem educação!”
“Não vou dizer, porque vou com você!”
“Te chamei?”
“Sem educação! Vou assim mesmo!”
“Af!”

            Saí andando e ele veio logo atrás, me sentei em um banco que tinha lá fora e ele sentou-se ao meu lado.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Talvez seja apenas ciumes

            O despertador pareceu tocar mais violento que nunca, ou talvez seja apenas mais uma das diferenças entre meu antigo quarto e esse, acordei pulando, acabei tropeçando  no meu sapato que eu havia deixado na beirada da cama, foi terrível pois acabei batendo a testa no modular que ficava próximo a cama, resultado? Uma dolorida marca roxa bem próxima ao inicio dos fios do meu cabelo, me levantei já pegando a toalha pendurada na cadeira, fui até o banheiro e tomei um banho quente deixando a água cair no local onde estava dolorido.  Fiz toda a minha higiene e meu pai já batia a porta.
-Filha, já está pronta! Olha o horário. – ele gritou batendo a porta.
-Já vou pai, tô trocando de roupa. – eu disse me vestindo.
            Eu sequei meu cabelo, arrumei minhas coisas e desci para tomar café. A Maressa já havia arrumado todo o meu café, eu dei bom dia pra ele, tomei o meu café correndo e subi para escovar os dentes e pegar a minha mochila. Desci correndo e meu pai já estava na ponta da escada começando a gritar.
-Letícia, minha filha, anda. – eu ri o respondendo.
-Calma pai! Já cheguei.
-Hoje você demorou em.
-Eu acabei me atrasando, tropecei e... – eu puxei o cabelo pra o mostrar – bati a cabeça.
-Entendi, mas tá tudo bem meu amor?
-Tá sim, vamos logo então. – ele apenas sorriu me puxando.
-Bom dia, Leti! – o Felipe sorriu.
-Bom dia. – eu disse já saindo pela porta.
-O que foi Leti?
-Nada, tô cansada. – eu sorri fraco sentando-me no banco de trás.
            Eu acabei cochilando até chegar a escola, quando chegou meu pai me cutucou e eu ri de como eu estava cansada. Eu me levantei, ajeitei meu cabelo pelo espelho, dei um beijo no meu pai, desci e quando estava subindo as escadas o Daniel tocou o meu braço dizendo.
-Ei tá indo pra sala?
-Sim, estou... Tu é da minha sala? – ri.
-Sou sim, não me viu ontem?
-Não. – ri.
-Sou imperceptível. – ele riu – Vamos logo então.
            Ele passou a minha frente indo pra sala e eu o segui rindo por saber que eu não percebera ninguém na minha sala a não ser os meninos. Ele sentou-se no canto um pouco perto dos meninos e pegou minha mochila colocando na sua frente.
-Vai se sentar aqui hoje! – riu.
-Nossa, sento! – ri e me sentei.
-Vai fazer o que hoje a noite, Leti?
-Ela vai sair comigo! – o Felipe falou dando um sorriso fraco.
-Não vou não, Felipe. – franzi o cenho e sorri – Pra onde tu vai, Daniel?
-Pra um barzinho com os meus amigos e as namoradas deles.
-Eu vou contigo, passa lá em casa? – o Felipe me olhou, mas logo desviou o olhar pra porta.
            A prima do Murillo entrava pela porta, acompanhada por ele e o Caio, ele sorriu pra ela e logo sentou-se ora olhando pra mim hora pra ele.
-Eu busco você, é claro. – ele sorriu e eu apenas assenti.
-Busca pra que?
-Nada.- eu me regrei a responder apenas isso pro Caio – Mas aqui, que horas?
-Lá pelas 20h, tá bom?- ele sorriu sentando-se de frente pra mim.
-Tá sim, mano.
-Onde vai Leti? – o Murillo perguntou em pé atrás de mim.
-Um lugar aí! – eu sorri forçado pra ele.
-Como é o nome do lugar?
-Um lugar, eu não sei o nome! – joguei a cabeça pra trás cansada.
-Felipe, tu vai? – o Murillo perguntou pra ele e ele apenas negou com a cabeça. – Ele vai sozinha?
-Não, eu vou com o Daniel, não tá vendo.
-Nossa, desculpa então. Não vai chamar a gente?
-Não, é coisa particular. – pisquei pro Daniel e comecei a rir.
-Você ouviu isso Felipe?- o Caio gritou fazendo com que eu o percebesse próximo.
-Ai gente, me deixa. Além do mais talvez a... – eu tentei recordar o nome da prima do Murillo, mas não conseguia.
-A Iasmin? – o Gustavo sugeriu.
-É, a Iasmin queira que você a levem em algum lugar. – eu sorri fraco voltando a focar meu olhar no Daniel.
-Não, eu vou sair com o Felipe. – ela disse sem graça e os meninos riram.
-Mais um motivo pra gente ir com você! – o Caio retrucou falando comigo.
-Acho que não, agora tu tá solteiro devia ir aproveitar com seus amigos!
-O que a gente tá indo fazer?
-Ata, desculpa. Perguntem então pro Daniel onde é. – eu me levantei saindo para beber água.
            Fui andando bem devagar e quando voltei o professor já estava na porta, entrei correndo e me sentei abrindo os materiais. A aula dele passou ligeira, o que me fez dar graças a Deus, por eu odiar física. A aula de Literatura se fez devagar e a aula de Sociologia também. Assim que terminou, eu virei pra trás para conversar com o Daniel, que puxou uma cadeira, sentando-se a minha frente, ele sorriu e perguntou.
-Quer que eu vá buscar lanche pra ti? – ele perguntou me vendo pegar o dinheiro.
-Não precisa, vou comprar pra ela! – o Felipe sorriu pegando o dinheiro da minha mão.
-Ele já foi, deixa, ignora. – eu ri.
-Não tem problema, coisa de irmão, tô ligado.
-Pois é, tô com sono velho.
-Pode se encostar em mim... Se quiser é claro! – ele arredou colando nossas cadeiras.
-Vou encostar mesmo, até porque estou com muito sono. – eu joguei meu corpo encostando-me nele que passou uma das mãos pela minha cintura pra não me deixar escorregar.
            Eu estava quase cochilando quando o Felipe e o Caio chegaram gritando.
-Que pouca vergonha é essa aqui, caralho?
-Onde você está vendo pouca vergonha? Eu só estou encostada nele pra dormir um pouco.
-E essa mão dele?
-Não tem intenção nenhuma, relaxa. É só pra ela não escorregar da cadeira.
-Af, cês são um saco, caralho. – eu me arrumei na cadeira pegando o lanche da mão deles.
            Eu comi sem pronunciar um “A” pra eles, assim que terminei o Daniel pegou o lixo da minha mão e o jogou fora. Eu fiquei conversando com ele e uma menina chegou até a porta chamando-o, era a irmã mais nova dele, então eu resolvi olhar meu celular e havia 25 mensagens no wpp, 10 delas eram da Rafa, 4 da Maria, 3 da Tatiana e 8 da minha mãe, eram mais o menos assim.
“Rafaela Pirigute: Vagaaaaaaaaaaabunda!
Tô com saudades...
Tá fazendo falta te ver todo dia!
A praia nem é a mesma sem você
As aulas então...
O Vilela perguntou sobre você hoje, deve estar com saudades dos seus beijos, kkkkk
Espero que tu esteja bem!
Dá notícias...
Apresenta seu irmão gatão
Aé, nas férias vou te visitar... Te amo!”
“Maria Negrinha: Oh sua vagaba...
Não liga pras amigas mais?
Estamos com saudades.
Vamos te visitar mês que vem nas férias, te amamos.”
“Tati Chapada: Tô com saudades!
Aula chata sem ti, notas ruins sem ti!
Vou de carona com as minas te visitar, quarteto montado de novo!”
“Mãezoca: Filhota, mamãe tá morrendo de saudades!!!
Comprei umas coisas lindas pra você!!
Já mandei, mas aqui a  noite a mamãe te liga, agora estou indo para aquela aula!! Haha
Como está indo aí?
Tá gostando?
Já tô morrendo de saudades da sua “frescura”, da sua preguiça, das suas bobeiras, da sua risada!!! xD
Mamãe te ama, lindona.
A noite a gente se fala direitinho, fiona!! s2.”
            Eu tava morrendo de saudades da minha mãe, a gente tava sempre junta lá no Rio, não nos largávamos pra nada, ainda bem que ela ligaria a noite, um anjo não tem nem três dias direito que estava lá e já havia comprado coisas pra mim e mandado. Eu resolvi responder ela e as meninas.
“oooooi, mãezoca, vou esperar ansiosamente pela noite!
tô com saudades também...
ahhhh, tá tudo bem!
meu pai está tentando me agradar de qualquer maneira.
a Silvia é um amor, mas nada se compara a ti.
o meu irmão é uma paixão, só que logo agora tá apaixonado por uma mina aí.
te amo muitão minha princesa, não esquece de ligar!”
“Sai fora Rafaputa!
te liguei ontem velho...
te A C O R D E I!
fui um anjo protetor, kkkkkk.
Vem mesmo, os dias parecem passar devagar pra caramba sem vocês!
tô esperando ansiosa, tchau vadias, tô na aula.”
“Preta vagabunda do caralho você!
eu sei que faço falta, pois sou a base de toda a pirâmide, kkkkkkkk
tô sentido tua falta também!!!
Vem mesmo conhecer esses caras super gatos de POA! Te amo.”
“Tô com saudades, veeeeeeeeeem logo
e vê se estuda, te amo.”
Assim que terminei guardei o celular e o Felipe, sentou-se ao meu lado perguntando.
-Quem é que tu tava respondendo, guria? – sorriu.
-Minha mãe, a Rafa, a Maria e a Tati. – eu sorri pra ele também.
-Eu tava querendo conversar com você!
-Pode falar! – eu me virei pra ele.
-Não me interrompe então ok? – eu assenti – Olha, a gente sabe que isso tudo é ciúmes da Ias. – eu ri da intimidade dele – Mas, olha não fica assim, não comigo, por favor! Vai, tu é minha irmã, não quero minha irmã com birra comigo. A gente tá vivendo junto a só 2 dias, mas a gente tem ligação de sangue, velho e por mais que seja estranho eu te amo.
-Ai que menino bonitinho gente. – eu sorri pra ele – Relaxa, não tô de birra contigo!
-Então porque nem falou comigo hoje, ficou só conversando com o Daniel?
-É que ontem ele foi super legal comigo, tô só retribuindo a gentileza.
-Ahh, ontem.
-Sim, ontem...Quando vocês me deixaram sozinha, me esqueceram sentada no sofá e ele foi lá puxar assunto.
-Desculpa! – ele pediu piedoso.
-Não precisa, só uma coisa, tu tá parecendo um bobão, tá caídinho pela mina, eu sei, mas é pra continuar homem! – eu ri e ele beijou-me ao rosto.
-Ata, tá parecendo mesmo?
-Sim, muito!
-Vou diminuir! – ele riu – Mas já que não tá de birra comigo, e com o Caio tá?
-Por que com o Caio?
-Nada não, é que tu ajudou ele né, aí ele te considera pra caralho agora e tu nem falou com ele.
-Entendi, pede desculpa por mim, depois falo com ele.
-E o gays também gostam de ti, não fica assim com eles. – eu apenas assenti rindo.
-E a tua queda, também quer que eu me relacione com ela? – ele riu balançando a cabeça negativamente.
-Não é minha queda, ela é legal, depois tenta conversar com ela. – eu assenti e ele saiu andando pra se sentar com os meninos.
            Eu estava distraída, mas de longe escutei ele falando algo com o Caio que parece nem ter pensado duas vezes e veio sentar-se na cadeira ao meu lado.
-Bom dia! – eu disse no impulso ao o sentir encostar uma das mãos em mim.
-Bom dia, Leti! – ele riu afastando a mão.
-Tá tudo bem?
-Tá sim. – ele sorriu.
-Que ótimo.
-Vai sair com o Daniel mesmo hoje?
-Vou, eu já aceitei ué, além do mais vocês também vão.
-Vocês virgula, você, porque os meninos marcaram de sair com a Alícia e a Fabiana.
-E tu não marcou de sair com ninguém?
-A Carla me chamou pra ir com eles, mas nem quero.
-Por que não foi com ele?
-Não estou nem um pouco afim de programa de casal.
- Ahhh, entendi.
-O de vocês não é de casal né?
-Não, não, relaxa. – eu respondi apressada.
-Então tá bom. – riu.
            Eu apenas sorri pra ele e professor chegou, ele se levantou indo em direção ao seu lugar e logo depois o Daniel chegou sorrindo e puxou a cadeira dele pra que ele sentasse. O professor apenas passou alguns exercícios e deixou o resto da aula para que nós resolvêssemos. Eu comecei a os fazer e o Daniel perguntou.
-Sabe fazer isso? – entortou os lábios.
-Sei sim, puxa a cadeira que eu te explico.
            Ele puxou a cadeira, colocou o caderno em cima da minha mesa e eu fui fazendo e explicando pra ele. Assim que a gente terminou, ficamos conversando até a próxima aula começar, que foi estilo uma aula livre, porque o professor havia faltado, ela se fez rápida e nós juntamos os materiais e descemos para quadra para à aula de educação física.  Eu deixei minha bolsa no meu armário e me troquei vestindo o uniforme. Eu sai sentando-me na arquibancada e as meninas logo tiraram um time para jogarmos hand, meu time acabou ganhado de 7 a 4, tentei ajudar mas não estava entrosada com a meninas, consegui fazer 2 gols, o que para um primeiro dia já estava ótimo. A aula terminou e eu fui até o vestiário tomar o meu banho e me trocar para esperar o meu pai. O fiz e quando saí o Felipe e o Caio já estavam me esperando na porta, ou só o Caio, até porque o Felipe podia estar esperando a Iasmin, mas enfim ele estava me esperando, pois como diz ele “oh pai” já havia ligado para ele dizendo que estava nos esperando na porta da escola, nós saímos e ele estava com o carro parado debaixo de uma árvore enorme, conversando ao telefone, eu entrei na frente e o Felipe foi atrás com o Caio, o mesmo iria passar a tarde lá em casa, jogando e conversando com o meu irmão, quando entramos meu pai desligou o telefone, dando-me um beijo no rosto e ligou o carro. Quando paramos no sinal, eu lembrei-me de avisa-lo que sairia a noite com o Daniel.
-Ei pai, vou sair hoje a noite, algum problema?
-Não desde que eu saiba com quem vai sair. – ele falou ainda olhando para o sinal.
-Com o Daniel, é um amigo da escola.
-E seu irmão vai?
-Não ele vai sair com a Iasmin!
-E nem me conta meu garoto. – ele olhou pra ele através do espelho e sorriu – Não me parece confiável isso de você sair com esse tal menino aí.
-Pai, mas o Caio vai comigo! – o Caio olhou pra mim confuso por estar distraído e não saber do que se trata a conversa.
-Vai mesmo Caio?
-Onde? – ele perguntou sem entender nada.
-Tu não disse que ia com ela no tal lugar onde o Daniel falou? – o Felipe o explicou.
-Ah, eu vou sim! – ele riu.
-Então tu pode ir, porque o Caio é confiável.
-Nossa, senti que em mim não se pode confiar.
-Não é em você, Letícia. É nesse tal de Daniel aí! – ele explicou.
-Tá, mas eu posso né?
-Pode sim!
-Eu mereço um brigado! – o Caio riu.
-Obrigada, mas tu tava me devendo. – eu sorri.
            Eles foram conversando o resto do caminho sobre o jogo de domingo e de como eu merecia uma camisa novinha com o meu nome, sim, eu amei isso.  Quando chegamos em casa a Silvia estava lá toda preocupada, eu subi,  troquei de roupa e voltei sentando ao seu lado .
-Tá tudo bem Silvia?
-Ai, é que hoje a noite é a inauguração da minha nova loja e eu estava super preocupada.
-Deu pra perceber, mas fica calma, vai dar tudo certinho.
-Deus te ouça, Letícia!
-Tu fez tudo direitinho, vai dar tudo certo sim.
-Você vai comigo? Por favor.
-Eu vou, mas eu combinei de sair, então fico até as 20h.
-Tá ótimo, até aí já passou o nervosismo.
-Eu vou contigo então. – sorri.
-Brigada meu anjo. – sorriu – Vá almoçar agora.
-Vou sim! – eu me levantei.
-Só que antes, chama os príncipes pra mim. – ela se levantou dando-me um beijo no rosto.
-Chamo sim. – eu subi as escadas.
            Os meninos estavam jogados no chão vidrados a TV, eu entrei gritando.
-Ei prins, vamos almoçar? – eu sentei no colo do Felipe o atrapalhando.
-Não Leti, o Caio vai ganhar desse jeito.
-Não seja por isso! – eu me levantei sentando no colo do Caio que colocou a manete no chão e encostou a cabeça em mim.
-Pronto Felipe, agora você ganhou, vamos comer veadão.
-Tu largou o controle retardado?
-Larguei, tua irmã é muito pesada! – ele mordiscou o meu braço e eu levantei.
-Para, sou levinha. Mas vamos levantar, antes que a Silvia e o meu pai subam e nos levem pelos cabelos. – eu ri e fui saindo do quarto acompanhada por eles.

            Nós descemos, colocamos as nossas comidas e sentamos a mesa. Acabamos demorando um bom tempo sentados ali, pois comemos devagar devido as gracinhas do Caio e do Felipe, as quais eu só observava.

domingo, 26 de maio de 2013

Quarto Capitulo- Tem que ser assim!

As outras aulas foram bem difíceis, matérias de prova, entre outras coisas importantes. Assim que a aula terminou, juntei meus materiais e saí da sala, parei no banheiro, arrumei o cabelo e assim que saí dei de cara com o Lucca.
“Vai a pé gatinha?”-disse colocando as mãos sobre meus ombros.
“Vou sim!”- sorri.
“Te levo então!”
“Então vamos?”-sorri.
“Vamos!”
            Saímos pelo portão e o Leonardo gritou.
“Kamila, não vai comigo não?”
“O Lucca vai me levar em casa, tchau.”- me virei e continuei andando.
            Fomos andando e conversando. Ao chegar a porta da minha casa ele sorriu e disse.
“Entrega mocinha!”-sorriu.
“Brigada, mesmo!”-sorri e fui dar-lhe um beijo no rosto.
            Ele logo se virou e acabou roubando-me um beijo, fui parando-o, não queria isso pra falar a verdade. Quando consegui para-lo totalmente, me afastei dele e avistei o Leonardo parado na frente do portão. Apenas disse.
“Brigado de novo Lucca, até amanhã!”-sorri e entrei.
            Fui até o meu quarto, que estava uma bagunça, ótimo, sinal de que terei que arruma-lo sozinha, coloquei a bolsa pendurada na cadeira e comecei arruma-lo. Terminei tudo já eram 10min para as 14h, então tomei um banho e me vesti para ir ao inglês. Peguei minha bolsa, mas antes tirei uma foto pro insta.
@kamiguimaraes Vamos ficar cultas e bilíngues, porque é o melhorzinho que tá tendo! Haha.
            Desci e minha mãe estava no sofá, então apenas disse.
“Mãe, tem como a senhora me levar ao inglês?”
“Tem sim, vou pegar a chave do carro lá em cima.”
            Ela subiu as escadas e eu resolvi espera-la lá fora. Encostei-me no portão, resolvi olhar o insta umas pessoas já tinha curtido a foto, estava distraída, mas ouvi claramente o barulho de um portão batendo, no mesmo momento um vento forte e frio bateu sobre meus cabelos, preferi não olhar, mas ouvi o murmuro que saía de sua boca.
“Que droga!”-percebi que essa voz saía da boca do Leonardo, então me virei pra olha-lo.
            Ele acabou percebendo minha presença, olhou-me e apenas deu um sorriso. Resolvi ser educada, porque por mais que eu estivesse com raiva dele, ele era meu amigo, tinha um sentimento enorme por ele.
“E o que é uma droga?”
“Nada, nada. Está indo para o inglês?”
“Estou, não vai fazer mais?”
“Vou sim, falando nisso, rola uma carona?”
“Rola sim, pega suas coisas lá que a minha mãe tá tirando o carro.”
“Ótimo, já volto.”
“Tô esperando.”
            Não demorou muito o Leonardo desceu e minha mãe agora sim tirara o carro. Sentamos atrás e eu disse.
“Fotinho?”
“Pode ser.”
            Peguei o Iphone e tirei a foto.
@kamiguimaraes Caroninha pro menino bilíngue! @leocazarinne
            Até chegarmos no inglês não rolou assunto quase nenhum, sei lá, parece que nos lembramos que estávamos sem conversar. A minha mãe estacionou na porta do inglês e nós descemos. Fui até o lado da porta do motorista e disse.
“Posso te ligar pra me buscar?”
“Pode sim, mesmo se eu estiver na loja eu venho!”
“Ok! Tchau.”- beijei-a na bochecha.
            Entrei no inglês e sentei na sala de jogos esperando a aula anterior a minha terminar, tinha muita gente lá, uma música tocando ao fundo e o barulho das pessoas que gritavam durante os jogos. Fiquei conversando com a Felippa no whats.
“ Felippa- O que temos pra hoje a noite?
Kamila- Sei lá!
Felippa- Posso perguntar pro Lucca?
Kamila- Pode ser ue.
Felippa- Então ele chamou a gente pra uma social na casa Marianne. Vamos?
Kamila-  Vamos cara, não tem outra coisa mesmo?
Felippa- Fechou, quem leva?
Kamila- Posso até olhar com a minha mãe.
Felippa- Nem precisa, ele disse que pode levar quem quiser e meu irmão quer ir, ele leva.
Kamila- O Gust quer ir?
Felippa- Pior que quer meu, kkk, aé Sophia falou pra tu chamar o Leonardo.
Kamila- Tá.
Felippa- Tá super interessada nele!
Kamila- Hm, chamerei, inglês, beijo.”
            Não sei onde o Leonardo tava, depois falava com ele, subi para minha sala e sentei em uma cadeira um pouco longe do professor. A aula não passava nunca, 1h30min de aula pareciam um dia inteiro, quando terminou quase dei um grito, mas me controlei, apenas levantei e saí da sala. Desci até e fui até uma padaria que tinha ali perto comprei um chips, porque sou gorda e saí comendo, quando cheguei na porta o Leonardo já estava lá, então parei de mastigar e disse.
“Sophia tá te chamando pra ir na social da Marianne!”
“Ela?”
“Ela ue!”
“Eu vou, quem mais vai?”
“Eu, Felippa, Gust irmão da Fe, acho que o Lucca e o Diogo tbm.”
“Hm, o Lucca?”
“É!”
“Ata, vou.”
“O Gust vai passar pra pegar a gente as 9h.”
“Beleza!”
“Vou ligar pra minha mãe buscar nós dois.”
“Tá.”
            Peguei o celular e liguei.
“-Alô, mãe!
-Já posso buscar princesa?
-Pode sim!
-Estou chegando aí então, esperem na porta.
-Já estamos, beijo.”
            Ofereci chips pro Leonardo e continuei comendo. Minha mãe chegou após uns 40min, entramos no carro e logo chegamos em casa, por incrível que pareça o trânsito tava calmo. Despedi-me do Leonardo e entrei em casa. Fui direto para cozinha, fome tipo monstra, abri a geladeira e tinha bolo de chocolate comi muuuuuuuuuuito, estava muito gostoso. Escovei meus dentes e fui conversar com a minha mãe.
“Mamisssssssssssssssss!”
“Fala fiona!”
“Credo mãe!”-ri.
“Fiona é uma princesa meu amor, igual a ti.”
“Que fofa!”- ri.
“Sempre!”-riu.
“Posso ir na social hoje?”
“Pode sim!”
“Não precisa levar, o Gust irmão da Felippa vai!”
“Ok então.”

“Brigadão, beijo.”- ela me beijou-me a testa.